Esta paisagem nasce do desejo de tocar a terra com os pés descalços.
De caminhar devagar, sentindo o relevo, as curvas, o ritmo do chão.
O verde se dobra em morros suaves.
O sol observa em silêncio.
A paisagem não é cenário, é presença.
O verso que atravessa a obra ecoa como lembrança corporal:
céu, sol, sul, terra e cor.
Elementos simples que, juntos, constroem pertencimento.
No papel machê, a paisagem ganha corpo.
A textura guarda o gesto, o tempo, o cuidado.
Cada camada é uma tentativa de transformar sensação em matéria.
Aqui, o Sul é vivido mais do que visto.
É chão que acolhe, horizonte que acalma,
memória que permanece.
2025
17 x 17 cm
Papel machê
Quadro em madeira de pinus, caixa alta com vidro











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