Entre céu e terra nasce um campo de promessa:
a lavanda se estende em lilases suaves,
como se cada flor guardasse um suspiro de vento.
Nesta obra, trago para o papel o aroma que a lembrança insiste em guardar
o perfume leve, o balanço das hastes ao toque da brisa,
a serenidade silenciosa de um morro coberto de flores que acalmam.
Lavandas não são apenas cor,
são memória e sentimento entrelaçados.
Elas convidam ao passo devagar, ao olhar que pausa,
ao coração que encontra descanso no simples gesto de contemplar.
Ao recortar e sobrepor o papel,
capturo mais do que forma:
capturo presença.
E assim, o morro florido que pulsa na memória
ganha vida, cor e convite.
Que esta obra traga consigo a brisa que percorre este lavandário,
o perfume que acalenta,
e a lembrança gentil de que o mundo se transforma
quando nos permitimos sentir a beleza que já estava aqui.
2025
17 x 17 cm
Papercut
Quadro em madeira de pinus, caixa alta com vidro








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