A araucária cresce devagar.
Ela não se impõe, ela permanece.
Nesta obra, a transformo em gesto essencial: tronco, copa, sol.
Poucos elementos, muitas camadas.
O papel sustenta o silêncio que essa árvore carrega.
Símbolo do Sul, a araucária atravessa gerações como memória viva da paisagem.
Está nos campos da serra, nos cânions, nas lembranças que resistem ao tempo.
Ao recortar sua forma, busco delicadeza para falar de força.
O dourado evoca luz, permanência, valor.
A árvore não é apenas imagem, é convite.
Convida a olhar com atenção, a preservar, a admirar aquilo que cresce junto conosco.
Aqui, o papel se torna corpo e presença.
E a araucária, mais uma vez, ensina que resistir também pode ser um gesto gentil.
2025
23 x 32 cm
Papercut e papel machê
Quadro em madeira de pinus, caixa alta com vidro









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